Domingo, Outubro 16, 2005

ARIGATOU MIYAZAKI-SAN


Data Nascimento: 5 Janeiro 1941

Naturalidade: Tóquio, Japão

Curiosidades: também é conhecido como Walt Disney japonês (odeia este título) e adora o Bugs Bunny

Sem ele tudo seria diferente...
Nos seus filmes tudo voa, tudo é complicadamente simples e estranho. Corremos o perigo de sufocar tal é a hemorragia de fantasia a que somos sujeitos. Miyazaki vive uma realidade diferente. Sobrevivente à segunda grande "chatice" mundial, muitas são as alusões, nas suas obras, a guerras ou a estranhos mecanismos bélicos, mas também a natureza, a ecologia e a poluição provocada pelo homem são constantes nas suas animaçãoes. Os personagens do planeta Miyazaki vão desde o mais puro dos humanos à mais irascível das criaturas. As crianças, talvez na esperança de um futuro melhor, são geralmente os heróis. Os maus da fita são de morrer só de olhar.
Da sua já vasta filmografia, talvez 17 filmes, destaco por ordem "intemporal" as seguintes maravilhas:

Conan, O Rapaz do Futuro (1978)
Nausicaä (1984)
A Princesa Mononoke (1997)
A Viagem de Chihiro (2001)
O Castelo Andante (2004)

Já antes do lançamento d' O Castelo Andante, Miyazaki afirmou que este seria o seu último filme...mas parece que o homem afinal tem duas palavras, pois já não é a primeira vez que ele o faz antes do lançamento de um filme. Por isso continuo à espera... inté josé.

PS: Estou feliz. Acabei de sair da sala de cinema, fui ver o Castelo Andante (amei). inté josé

QUE POBREZA...

Não é novidade mas aqui fica...
Amanhã, dia 17 de Outubro, "celebra-se" o Dia Mundial para Erradicação da Pobreza. Segundo dados revelados pela OIKOS, organização não governamental criada em 1988, Portugal é, de longe, o país da União Europeia onde os ricos são os mais ricos e os mais pobres são os mais pobres. Os números não enganam e parece que 1 em cada 5 portugueses vive no limiar da pobreza. O que a frieza dos números não revela e que é de extrema relevância, é que não estamos simplesmente a falar de falta de dinheiro, mas essencialmente da falta de acesso às necessidades básicas que conferem dignidade ao ser humano. Mais do que bonitas prosas e rimas pomposas é preciso acção. Aqui vos deixo com uma lista de sites que vos podem ajudar a ajudar.

www.oikos.pt/
www.pobrezazero.org/
www.inde.pt/
www.plataformaongd.pt/

Para além destes existem muitos outros sites e organizações que podem contactar. Mesmo nas Câmaras Municipais existe informação e programas de Luta contra a Pobreza. Todos nós podemos e devemos fazer a diferença. inté josé

EMOÇÕES AO RUBRO

Filme: Colisão

Realizador:
Paul Haggis

Género: Crime / Drama / Mistério

Com: Sandra Bullock, Don Cheadle, etc...

É um daqueles filmes...
Uma pessoa sai da sala de projecção completamente aos papéis. Para mim este é um dos melhores filmes do ano (e já vi outros bons filmes este ano) e não me admira, nem me preocupa, que não ganhe nenhum óscar. Não precisa. Para mim bastou-me vê-lo uma vez... e já está. Ficou marcado. A história está muito bem conseguida. O tema, por mais batido que esteja no pequeno e no grande ecrã, está estruturado de tal maneira que nos prende à cadeira como se estivéssemos perante algo verdadeiramente novo. Todo o envolvimento criado e que se desenrola perante os nossos olhos durante filme, culmina algo inesperado e que (e aqui reside o fantástico do filme) nos deixa a pensar, ou melhor a repensar. A repensar, porque as pessoas pensam saber o que são e acabam por não ter a mínima ideia do que é "ser" e "sentir". Amei.

Dou os meus parabéns ao realizador. Homem que praticamente só tinha realizado para televisão e que... BUUUMMMM, arrasa na sua primeira vez em cinema (como realizador). No entanto, e se não sabiam ficam a saber, que Paul Haggis, para além de realizar e escrever Crash, foi o argumentista do fantástico Million Dollar Baby de Clint Eastwood. Merece respeito e deixa água na boca, por isso Mr. Haggis venha lá Honeymoon with Harry (a estrear algures em 2006). inté josé

PONTUAÇÃO: 9,5/10

Sábado, Outubro 15, 2005

A MERECIDA HOMENAGEM

Artista: The Arcade Fire

Albúm:
Funeral

Editora:
Merge

My Song: Tunnels

Ouço e ouço e volto a ouvir não me canso...porquê?
Talvez porque o albúm seja mesmo bom. Uma das coisas que me fez gostar logo à partida é que durante o disco ouvimos diferentes sonoridades. Há variações de música para música e mesmo dentro de cada música se sentem crescendos na melodia. Músicas que começam a 10 à hora e acabam a 200 à hora. Isso agrada-me. Não me cansa. Daí a minha homenagem. inté josé

PONTUAÇÃO:
9/10

UM GRANDE BEM HAJA

Bem vindos, sintam-se à vontade neste "nosso" espaço. Relaxem, descontraiam e deixem fluir o que de melhor existe em vocês. Façam-no transparecer aqui neste espaço. Este espaço é dedicado a todos vós. Cuidem dele. inté josé